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Dia 4 – Sonhos sem fim

Sempre que vou ao terreno, dou por mim a expressar sonhos que raramente nos permitimos pensar quando estamos de volta à sede. No dia a dia, estamos em modo de execução; há pouco tempo para sonhar. Mas, como em qualquer empresa, também devemos reservar tempo para sonhar — idealmente, sonhar em grande.

Se estás a fazer o bem… faz ainda mais!

Este ano, fiquei satisfeito por encontrar muito poucos problemas reportados no pré-escolar de Santa Catarina. Tínhamos tido problemas com a cozinha — agora reconstruída —, com as casas de banho — também reconstruídas — e até com algum pessoal, situação agora praticamente resolvida. Esperei, por uma vez, que o dia decorresse sem sobressaltos. Deixei-me envolver pela alegria dos mais pequenos, pois as visitas aos pré-escolares acabam sempre por nos encher de alegria e até me dão vontade de dançar com eles. Agradeci às professoras e ao pessoal da cozinha pela forma como cuidavam das crianças e por estas estarem tão saudáveis e felizes, exatamente como esperávamos. Missão cumprida?

Quando o nosso parceiro local, o Padre Arterio, chegou, não houve tempo para descansar sobre os louros. Rapidamente apresentou o sonho seguinte: tínhamos absolutamente de considerar mais uma sala, para podermos acolher crianças de 3, 4 e 5 anos (atualmente só temos duas salas de aula). Disse que a comunidade local tinha muitas crianças e que os pais continuavam a pedir. Sou uma pessoa que aceita o feedback de frente e normalmente não preciso de grandes elogios, mas devo dizer que senti uma mistura de cansaço e frustração. Mais um pedido… nem um pequeno “bom trabalho”!

Mas, à medida que o pó assentou, percebi que não se tratava de uma queixa, mas sim de um sonho — e nem sequer era um sonho novo. Agora que tínhamos resolvido os problemas, era tempo de aspirar a novas coisas! Registado.

Programa de Apadrinhamento – Os Pais Também Sonham

Outra grande reunião que tivemos foi com cerca de 30 mães e avós do Programa de Apadrinhamento em Chongoene. Fiquei contente por ver tantas a participar (mesmo que o meu changana seja muito fraco ou praticamente inexistente) e, acima de tudo, agradeceram-nos pelo programa e pela sua importância de forma calorosa e sentida.

Estas conversas têm como objetivo recolher sugestões ou preocupações que os pais possam ter, e as mães também não ficaram atrás no que toca a sonhar. Há já algum tempo que temos uma sala técnica fechada, onde guardamos materiais para cursos de costura e culinária. Há uns anos realizámos cursos ali, mas o interesse da comunidade foi diminuindo e acabámos por encerrar. As mães vieram pedir-nos que reativássemos esses cursos e déssemos aos seus filhos a oportunidade de ter uma atividade que pudesse gerar algum rendimento, mesmo que não conseguissem chegar à universidade (como acontece com a maioria).

Neste caso, não fiquei surpreendido, mas sim esperançoso de que esta comunidade se interessa pelos seus filhos e reconhece a necessidade de lhes oferecer um caminho diferente — de lhes oferecer, de facto, um caminho. Isso, por si só, mostra progresso no nosso trabalho e na intervenção junto das famílias. Naturalmente, será mais uma dor de cabeça em termos de angariação de fundos e de operação, mas quando um projeto vem da própria comunidade, temos de ouvir.

Um velho sonho

No final do dia, foi a minha vez de partilhar um sonho — um que carrego pessoalmente há mais de 10 anos, talvez 15. Identificámos o Apoio Escolar Pós-Aulas como um pilar fundamental do nosso Programa de Apadrinhamento, para reforçar a assiduidade e o desempenho escolar. No entanto, nas comunidades rurais, a implementação de um programa destes tem-se revelado um desafio. Na verdade, nem sequer tentámos, por pensarmos que seria demasiado difícil.

Recentemente, contudo, com os nossos pilares a indicar-nos claramente o rumo a seguir, permitimo-nos um momento para sonhar.

E se pudéssemos construir um edifício multifuncional que acolhesse o apoio escolar pós-aulas, bem como outros eventos comunitários? E se a comunidade encontrasse o terreno e contribuísse com o seu trabalho? E se conseguíssemos fazer isso acontecer?

Basta dizer que, mal pronunciei meia palavra, o nosso técnico de campo já tinha confirmado o total compromisso da estrutura local e que já estavam a procurar um local. Tinham identificado professores locais que poderíamos contratar e estavam prontos para começar. Mais uma vez, trabalho de equipa e apropriação local em ação — a mudar o futuro das crianças. Esta seria uma inauguração em que, certamente, me emocionaria.

Sonhar em grande não é algo que se consiga fazer todos os dias. Muitas vezes, quando estamos até aos joelhos no “fazer acontecer”, é difícil sequer conceber algo que vá além dos projetos em curso. E há dias em que nem acredito que conseguirei terminar esses mesmos projetos. Mas quando a equipa funciona bem e a comunidade se mantém firme, novas possibilidades surgem. E talvez, só por um dia, possamos permitir-nos sonhar um pouco mais alto.

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