As cheias que atingiram o sul de Moçambique, em particular a província de Gaza, continuam a afetar milhares de pessoas, agravando uma situação já marcada por vulnerabilidade social, pobreza estrutural e acesso limitado a serviços essenciais.
Nas últimas semanas, chuvas intensas e contínuas provocaram inundações severas, obrigando famílias a abandonar as suas casas, destruindo machambas ( hortas agrícolas), escolas e infraestruturas básicas. Muitas comunidades encontram-se isoladas, com acesso reduzido a água potável, alimentação e cuidados de saúde.
Do terreno para a comunicação social
Perante o agravamento da situação, a Um Pequeno Gesto – Uma Grande Ajuda tem acompanhado de perto o impacto das cheias nas comunidades onde atua há mais de 20 anos. Após a divulgação de um comunicado oficial, considerámos fundamental levar esta realidade aos meios de comunicação social, para ampliar a consciência pública e mobilizar mais apoio.
Foi neste contexto que estivemos recentemente na SIC, onde tivemos a oportunidade de falar sobre a situação das cheias no sul de Moçambique, explicar o impacto real nas comunidades locais e reforçar a urgência de uma resposta solidária e concertada.
Dar voz a quem está no terreno — e a quem muitas vezes não tem voz — é parte essencial da nossa missão.
A entrevista já está disponível. Se ainda não assistiu convidamo-lo/a a ver: aqui
Uma crise humanitária que exige atenção contínua
As cheias não representam apenas uma emergência momentânea. Para muitas famílias, significam a perda total de meios de subsistência, insegurança alimentar prolongada e maior exposição a doenças, sobretudo entre crianças e idosos.
Eventos climáticos extremos como este tendem a ter consequências duradouras, atrasando o desenvolvimento local e aprofundando desigualdades já existentes. Por isso, é fundamental que a resposta vá além da emergência imediata e inclua apoio contínuo às comunidades afetadas.
Continuamos juntos
Continuaremos a acompanhar esta situação de perto, a atuar no terreno e a dar visibilidade a uma crise que não pode ser esquecida.
Porque, mesmo à distância, um pequeno gesto pode fazer uma grande diferença.




